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Stent Convencional x Stent Farmacológico

Qual a diferença?O stent é uma pequena prótese em formato de tubo que é colocada no interior de uma artéria para evitar uma possível obstrução total dos vasos, que acarretaria um infarto agudo do miocárdio. De acordo com o hemodinamicista e cardiologista clínico, Dr. Flávio Borges de Oliveira, o implante de stent é um procedimento invasivo, muito eficiente e menos agressivo que a cirurgia de revascularização convencional, já que não requer a abertura do tórax.O pequeno tubo metálico é feito de uma liga de cromo e cobalto, que se expande dentro da artéria, sendo utilizado em artérias, com obstruções ou “lesões” de 70% ou mais. Essas “lesões” severas (>=70%), podem comprometer o fornecimento de sangue e oxigênio para as células do músculo cardíaco, que são dependentes daquela artéria doente. Em outras palavras, essa diminuição na oferta de oxigênio às células pode acarretar o infarto. O stent é inserido para restituir o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o músculo cardíaco.O procedimento é normalmente rápido, realizado por uma artéria periférica da perna ou braço. A prótese é inserida através da artéria periférica e com a ajuda de um cateter balão guiada até o local da obstrução, ali o balão é insuflado e a prótese implantada, permitindo que o fluxo se normalize.Hoje, são muito utilizados os stents farmacológicos, pois, sua estrutura metálica é revestida por uma fina película (polímero), com medicamentos que ajudam na cicatrização. Ao usar os stents convencionais, há maior risco de ocorrer reestenose (reoclusão da artéria). Isso acontece porque o procedimento pode lesionar o tecido que reveste as artérias, acumulando novas células no interior da prótese, levando à reobstrução. Os stents farmacológicos liberam medicação por tempo suficiente para diminuir, em muito, a possibilidade de formação de fibroses ou cicatrizes (reestenose).As taxas de reestenose nas artérias tratadas, ao longo de 06 (seis) meses a 01 (um) ano, são consideravelmente menores nos pacientes que usaram os stents farmacológicos se comparados aos stents convencionais.O risco da cirurgia, normalmente, é pequeno e as contra-indicações para o implante do stent, geralmente, são de ordem anatômica: vasos muito finos e pequenos, grandes tortuosidades, lesões muito extensas, com grande acúmulo de cálcio (que impeçam a progressão ou expansão da prótese na artéria doente). “Mas é importante mencionar que casos assim, são pouco frequentes, e na imensa maioria dos pacientes conseguimos realizar a operação com grande êxito”, explica Flávio.Dr. Flavio Borges de Oliveira – CRM 13175Titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica – Médico do Hospital Santa Helena.